Esta é uma daquelas técnicas de marketing de valor questionável, especialmente do ponto de vista moral, mas de qualquer forma é bom saber, “Angel Dusting” não vêm de PCP (uma droga perigosa), mas sim da expressão popular que o pó dos anjos é alto etéreo e impercetível, e é essa a percepção em termos de marketing, “Angel Dusting” é quando uma empresa faz publicidade que o produto tem propriedades benéficas porque inclui isto ou aquilo, o que é verdade, no entanto omite que adiciona esses ingredientes em quantidades tão minúsculas que tem pouco ou nenhum efeito/beneficio para o produto final.

Isto é muito comum, em cosmética, dietética, suplementos, alimentos, onde se vê constantemente produtos com novas “substancias ativas”, que adicionaram óleos de coco ou que as novas adições tem efeitos “calmantes” e “relaxantes”, etc

Claro que por vezes existem razões para os fabricantes seguirem por esses passos, por exemplo: devido a custos (esses ingredientes extras podem ser muito mais caros), feitos secundários (grandes doses desses ingredientes podem ter efeitos secundários nocivos), legislação (onde produtos que tem efeitos no corpo tem de ser alvo de maior experimentação e prescrição) ou requerimentos com as legendas (onde por vezes é necessário listar todos os ingredientes de produtos, mas não as quantidades, onde por exemplo vitaminas têm que se dizer as quantidades, mas omega-3 não é preciso).

Logo mesmo que “Angel Dusting” seja na sua essência legal, continua a ser uma pratica enganadora, porque ao omitir a quantidade e qualidade das adições, deixam o consumidor assumir que o que está a consumir vai realmente ter um efeito benéfico.