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10 Dicas Rápidas para um Pequeno Negócio

Se trabalhas sozinho, ou numa empresa com 5, 10 ou 100 empregados, o truque é optimizar e capitalizar em oportunidades. Nenhuma empresa deve ser uma estrutura estática, deve ser flexível e com isso podes fazer um melhor uso dos seus recursos, com esta ideias aqui vão 10 dicas rápidas para concentrar um pequeno negócio:

  1. Mantém Contas em Dia : Muitas empresas, especialmente pequenas tem pouca ideia dos seus números diários, semanais e mensais e como tal vão gastar demasiado tempo para encontrar falhas ou modificar coisas que não estão a funcionar corretamente.
  2. Define Metas : Uma das coisas mais importantes é criar objetivos, que acabam por acarretar metas de sucesso, tanto do que se quer fazer, como o que se fez anteriormente.
  3. Marketing com pouco Orçamento : É fácil gastar dinheiro em marketing, mas dinheiro não é indicação de sucesso, começa por usar marketing com o mínimo orçamento possível e melhora a partir dai.
  4. Aprende a Apresentar o teu Negocio : Não só uma poderosa apresentação pode fazer a diferença entre ter um novo cliente ou não, mas quanto melhor for a tua ideia do negocio, melhor será a tua visão do futuro do negócio.
  5. Acompanha Tendências : Toma atenção ás mudanças de cenários globais, porque muitas industrias e mudanças em vários negócios ou economias pode ter um impacto no teu negócio, isto é uma ameaça mas também uma oportunidade.
  6. Vendas Astutas : As vendas são a base de quase qualquer negócio, mantém-te em cima e gere a tua equipa de vendas, quanto melhor equipadas e treinadas melhor as hipóteses do teu negocio.
  7. Encontra as Técnicas Básicas : Cada sector, mercado, negocio tende a ter as suas praticas e técnicas que foram adquiridas ao longo dos tempos e logo testadas e optimizadas, fazer uso dessas técnicas corta tempo e assegura pelo menos a paridade com concorrentes.
  8. Motiva os Funcionários : Não é só adquirir bons funcionários e talento, é manténs estes motivados de forma a manter mas sempre tender para elevar os níveis de desempenho.
  9. Conhece os teus Limites : Toda a gente e coisas tem limites e como tal é importante saber as tuas limitações e as do teu negocio, assim podes sempre fazer uso de outros conhecimentos e recursos para te encontrar formas de superar essas fraquezas.
  10. Usa o Teu Tempo Livre : Tudo tem limites e mesmo adorando um negocio é importante tirar uns tempos e separar do negocio isso não só ajuda a recarregar as baterias mas também a criar outras ideias e perspetivas que não terias se tiveres todos os dias a trabalhar.

As Cinco Forças de Porter

Antes de tratar de analisar a viabilidade da ideia e do negocio acho que é importante revisitar as 5 forças de Porter, concebido por Michael Porter, é um dos quadros estratégicos mais importantes sobre a competitividade da empresa e a atratividade de um mercado. Por 5 forças queremos basicamente dizer 5 fatores competitivos que são importantes estudar e ter em conta ao desenvolver uma estratégia empresarial eficiente, para precaver contra essas forças mas também para encontrar nelas vantagens competitivas para a empresa.

A analise dessas forças tem de ter sempre em conta que os mercados e as forças estão sempre em constante mutação e como tal, requerem uma constante re-avaliação e analise de forma á empresa ter sempre uma visão completa da atratividade da industria ou mercado que está inserida e a sua capacidade de fazer face a fatores externos que podem limitar a sua capacidade de servir os seus clientes e obter lucro.

Diagrama Comum das 5 Forças de Porter

As 5 Forças de Porter estão divididas em 3 forças horizontais (Produtos Substitutos/Perigo de Rivais/Entrada de Novos Rivais) e 2 forças verticais (Poder Negocial de Clientes/Poder Negocial de Fornecedores):

Rivalidade entre os Concorrentes

A relação entre a empresa e os seus concorrentes e a relação entre os concorrentes é um fator determinante para a competitividade do mercado, os rivais são agentes que tendem a competir agressivamente em relação ao preço, inovação, promoção, tentando ativamente captar clientes uns dos outros, por vezes indo ao ponto de diminuir as próprias margens para adquirir mais quota de mercado.

Neste ponto deve-se ter em conta:

  • Número de concorrentes e repartição de quotas de mercado;
  • Taxa de crescimento da indústria;
  • Diversidade de concorrentes;
  • Complexidade e assimetria informacional;
  • Nível de publicidade;
  • Grau de diferenciação dos produtos;
  • As barreiras à saída .

Exemplo: Uma empresa conhecendo de antemão o mercado e os seus concorrentes pode decidir criar produtos que não são facilmente copiados ou pode decidir não concorrer nesse mercado e dirigir-se para um nicho de mercado especifico de forma a evitar ou sobrepor-se á sua concorrência.

Poder de Negociação dos Clientes

Os clientes dependendo do mercado podem ter maior ou menor capacidade de influenciar uma empresa, exigindo melhores preços ou mais qualidade nos bens e serviços, forçando a mão da empresa e podendo fomentar a concorrência entre diversos concorrentes.

Neste ponto deve-se ter em conta:

  • Análise RFM (economia)
  • Preço da compra total
  • Disponibilidade de informação do comprador em relação ao produto
  • Existência de produtos substitutos
  • Da sua dimensão enquanto clientes
  • Da sua capacidade de integração a montante

Exemplo: Num mercado com muita concorrência, um cliente tem mais escolha e como tal está numa posição de poder fazer maiores exigências, como também uma empresa com um produto exclusivo, desejado e de difícil duplicação pode ditar aos seus clientes o seu preço.

Poder de Negociação dos fornecedores

Os fornecedores de matérias-primas, componentes, serviços podem deter sobre a empresa uma grande fonte de poder, se o fornecedor for único e com uma matéria única, então inevitavelmente detém uma elevada influencia sobre a empresa e os seus produtos, podendo forçar o aumento do preço ou mudança de materiais.

Neste ponto deve-se ter em conta:

  • Grau de diferenciação dos insumos
  • Custo dos factores de produção em relação ao preço de venda do produto
  • Ameaça de transmitir integração dos fornecedores em relação à ameaça de integração por outras empresas
  • Ter somente um fornecedor para a empresa pode ser um ponto fraco, caso o fornecedor venha a falir ou mesmo a elevar os preços de matérias-primas muito maior em relação a concorrência.
  • Ameaça de integração a montante ou a jusante.

Exemplo: Se a empresa detém vários fornecedores para os mesmos produtos, esta pode negociar sempre melhores condições e ter flexibilidade para continuar a produzir mesmo com quebras de fornecedores, mas se o fornecedor for único, existe um risco grande da empresa ficar limitada por causa do seu fornecedor, na Internet isso é comum com produtos que usam API’s de outras empresas, isto é outra empresa é que controla o funcionamento ou não do teu produto.

Ameaça de Entrada de Novos Concorrentes

A pergunta é simples, será que é fácil entrar no nosso mercado? Qualquer barreira, seja legislativa, cultural, localização, custo, patentes, clima, língua, quota de mercado, concorrência, etc. que pode tornar difícil a outra empresa entrar ou fixar-se no mercado torna o mercado menos atraente para entrar e como tal a ameaça de entrada de novos concorrentes é baixa.

Se pelo contrário, o mercado é fácil de entrar (como a Internet), então existe sempre o risco de concorrência acrescida e perda de rentabilidade, não á que esquecer que estas barreiras á entrada são uma vantagem competitiva da empresa já estabelecida.

Neste ponto deve-se ter em conta:

  • A existência de barreiras de entrada (patentes, direitos, etc)
  • Acesso aos canais de distribuição
  • Diferenciação dos produtos
  • Exigências de capital
  • Políticas governamentais
  • Marca
  • Vantagens absolutas de custo
  • Economia de escala
  • Custos de transição

Exemplo: A entrada de uma empresa estrangeira em Portugal implica sempre conhecer a burocracia local, a língua portuguesa e a cultura portuguesa, o que implica que uma empresa local tem sempre essas vantagens em relação a qualquer novo concorrente vindo do estrangeiro, mas se uma empresa estrangeira só quer vender o seu produto em Portugal então é mais fácil, existe uma rede já de distribuidores, usa-se o euro, a linguagem de negócios é o inglês e como tal promover e lançar o produto tem muito menos barreiras a superar.

Ameaça de Produtos Substitutos

Por ultimo é a inovação e a criação de produtos que não são facilmente copiados ou das quais existem alternativas, a existência de bens e serviços que facilmente podem ser substituídos no mercado, deixa a empresa vulnerável e vai sempre limitar os seus lucros, visto que esta vai quase sempre ter de negociar no preço e não no valor intrínseco do produto.

Mais ainda se é facilmente substituído, pode também torna-se obsoleto mais rapidamente e como tal tornar-se um custo acrescido para a empresa, porque não pagou o custo de o criar ou porque vai custar mais a desenvolver um produto novo, também neste ponto a empresa tem de ter atenção a mudanças ou tendência do mercado, visto que um produto pode tornar-se obsoleto por outros produtos que tem pouca ou nenhuma relação mas acabam por saciar o mesmo desejo dos consumidores (por exemplo produtos de luxo).

Neste ponto deve-se ter em conta:

  • Relação preço/rendimento
  • Nível de diferenciação do produto
  • Poder de barganha do comprador
  • Qualidade do produto

Exemplo: Competir no mercado das margarinas tem competição tanto de outras marcas e empresas como também numa serie de outros produtos complementares ou substitutos, logo o produto compete quase sempre no preço e pode ser facilmente substituído por outros. No outro espectro a Apple vende computadores e existem outras marcas, fabricantes e modelos, no entanto ninguém usa o software/design/marca da Apple e como tal os produtos da Apple são de muito mais difícil substituição, e a Apple pode ditar os seus preços.

Por fim deve-se ter em conta que as 5 forças de Porter são acima de tudo uma forma de começar a analisar a posição da empresa/produto no mercado, logo não tanto uma estratégia a seguir, mas mais um ponto de começo para a estratégia da empresa, acima de tudo porque as 5 forças tendem a reduzir o universo, e existem outros fatores tão ou mais influentes como as 5 forças, tais como parcerias (com concorrentes ou empresas que se complementam), governo (burocracia, apoios, legislação, investimentos), o publico (não os clientes, mas o publico em geral, a perceção da marca), etc

O que providencia acima de tudo é de uma versão simplificada de como analisar as forças e posições competitivas da empresa nos mercados que quer atingir e as forças competitivas que regem esses mercados de forma a poder elaborar uma estratégia inteligente para abordar esse mercado.

Será que a “Empresa na Hora” Vale a Pena?

Com a criação da Empresa na Hora, puxou-se de uma só vez Portugal para o país no mundo onde se consegue criar uma empresa mais rápido, eu sempre achei isso uma boa ideia, mas será que criar uma empresa rapidamente é sinonimo de melhores empresas e facilidade em fazer negócios em Portugal?

Então o que é a Empresa na Hora? Bem basicamente é uma forma de registar uma empresa num só sitio em mais ou menos uma hora, para isso juntou-se acesso a diversos institutos e ministérios para se conseguir fazer tudo num só sitio, também se criou instrumentos na Internet para centralizar de alguma forma o registo e manutenção da empresa, tudo isto aliás são coisas de louvar e essenciais para desanuviar a burocracia que existe em Portugal.

Então a Empresa na Hora foi criada em 2005, mas estamos em 2012 e o Índice de Facilidade de Negocio de 2012 do Banco Mundial põe Portugal no 30º lugar ou o Relatório de Competitividade Global de 2012 do Word Economic Forum põe Portugal no 43º lugar em 134 países, mas somos o primeiro em velocidade a criar uma Empresa? Bem o problema é que a Empresa na Hora não resolve o problema burocrático, apenas o esconde e utiliza uns quantos truques para dar a volta a coisas que vão sempre demorar tempo.

Para se criar uma empresa, é sempre preciso seguir o mesmo processo (e sim eu já falei nisso, e vou continuar a repetir-me), é preciso uma boa ideia, ver se a ideia é mesmo boa, ver se tem mercado para essa ideias, depois é desenvolver essa ideia, será que é rentável e por fim criar o documento que combina tudo, o tão afamado Plano de Negócios, claro que depois de ter isso tudo e se quiser constituir uma empresa vão ser precisas uma serie de coisas, mais ou menos nesta ordem:

  1. Escolher a Forma Jurídica – O tipo de empresa, desde sociedade por quotas, empresário em nome individual, sociedade anónima, etc.
  2. Escolha da Denominação Social – Através do Registo Nacional de Pessoas Coletivas, basicamente registar o nome e marca associada.
  3. Conta Bancaria do Negocio e Capital Social – Num banco, criar a conta bancaria da empresa e depositar o capital social.
  4. Escritura Publica – No Cartório, onde se regista a empresa e o seu Pacto Social.
  5. Declaração de Inicio de Atividade – Na Direção Geral dos Impostos, normalmente entregue por um TOC.
  6. Inscrição na Segurança Social – Ir á Segurança Social, dizer quem são os sócios, gerentes, empregados, tratar dos descontos para a Segurança Social.
  7. Inscrição no Cadastro Comercial/Industrial – Na Direção Geral das Atividades Económicas, escolher um CAE (basicamente o código de tipo de negocio da empresa, exemplo: CAE 51220 = Comércio por grosso de flores e plantas), e sim podes ter vários CAE ou um CAE mais geral que inclui múltiplas atividades.

Ena ena, são bastantes coisas, então como é que a Empresa na Hora consegue tratar de todos estes assuntos? Em 1 hora!

Bem, os pontos 1/3/5/6/7 são todos formalidades, basta preencher os impressos, deixar para mais tarde, ir ao banco ou até se pode fazer online, mas os pontos 2/4 já não, estes envolvem sempre uma apreciação do órgão que gere, neste caso escolher o Nome da Empresa envolve o Registo Nacional de Pessoas Coletivas, que vai analisar o nome da empresa e decidir se esta entra em conflito com outra empresa já registada ou se é ajustada para o negocio, o que é um pouco idiota, visto que se eu quiser chamar á minha empresa de venda de lápis, “Empório de unicórnios a mastigar pastilhas enquanto correm num arco-íris, lda”, não vejo qual é o problema, mas o mais provável é ser rejeitado, depois é preciso tratar da Escritura Publica no Cartório Local, o que implica redigir um Pacto Social que se alinhe com o que a Empresa faz (o que implica normalmente o uso de um notário e de um técnico oficial de contas).

Então como é que a Empresa na Hora consegue resolver esses dois pontos, bem, para o ponto 2 o que eles fazem é ter milhares de nomes de empresas e marcas pré-registadas (eu já fui ver na lista, é hilariante, mas não num bom sentido), e para o ponto 4 é terem uma serie de Pactos Sociais básicos que se pode escolher para usar, claro que ambas as coisas não são definitivas, uma empresa pode sempre mais tarde mudar o nome, adquirir uma marca nova ou mudar o pacto social.

Parece-me bem? Humm não, nem por isso, existe uma razão porque as pessoas querem nomes específicos para uma empresa, por vezes o nome é determinante para o sucesso da empresa, mais ainda, o registo/pacto social, e já agora muito do processo de criação da empresa quase precisa de um toc (ie contabilista) como parceiro para que todo o processo seja feito corretamente, desde a escolha do tipo da empresa e da flexibilidade da empresa tanto nas suas funções internas (relações entre sócios, prestações suplementares, etc), como na relação com o estado (diversos tipos de negócios, que tipo de contractos de trabalho, etc), atirar literalmente as pessoas com a promessa de uma empresa na hora, expõe essa empresa a ser mal criada, porque quem cria não é acompanhado para fazer as escolhas corretas, como também a Empresa na Hora é um processo rígido de criação de empresa.

O problema para mim é que não se resolveu nenhum dos problemas burocráticos, está tudo praticamente como sempre esteve, apenas se pôs uma capa bonita por cima e usou-se uns esquemas para saltar o que normalmente não pode ser ultrapassado, para se chegar ao fim com uma empresa num instante.

Então será que a Empresa na Hora é uma coisa boa? Hummm, bem reduz-se o gasto em tempo e dinheiro, mas perde-se flexibilidade o que pode custar mais a longo prazo, para mim o que não se resolveu foram todos os problemas burocráticos de criar e manter uma empresa em Portugal, está tudo praticamente como sempre esteve, apenas se criou um esquema para se criar um tipo de empresa o mais rapidamente possível, como se isso tornasse o trabalho de ter uma empresa em Portugal mais fácil ou motivar-se a criação de melhores empresas, o que torna toda a situação irrelevante, como disse em cima, mais importante que criar rapidamente uma empresa é ter um bom negocio e ter um ambiente económico estável e propicio a negócios, algo que infelizmente não acontece em Portugal, onde os impostos são altos e a burocracia continua elevada, respondendo á pergunta, vale a pena a Empresa na Hora? Se tens mesmo que registar a tua empresa em Portugal, não, não vale a pena.

PS1: Não estou a dizer para não se usar a Empresa na Hora, se vais fazer um café (ou outra empresa simples), se calhar até não é má ideia usar a Empresa na Hora, também não estou a dizer para não se registar empresas em Portugal, apenas que existindo opções, Portugal não é das melhores.

PS2: Então o que é que eu aconselho? Simples, arranja um TOC para tratar de criar a empresa, não custa assim tanto, é alguém que vais precisar de qualquer maneira para tratar das contas da empresa de toda a burocracia e impostos, um bom TOC em Portugal paga-se a si mesmo.

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