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Como Navegar na Net com um Objectivo

Toda gente tem a sua maneira favorita de usar a Internet. Quer seja num computador, num smartphone ou através de uma consola, no entanto acaba por ser um circulo continuo e repetitivo de ir a um site específico, ler o que está disponível e clicar para sair. Isso não é necessariamente uma coisa má, porque no fundo é eficiente. Se queres receitas de culinária vais ao teu site favorito, se queres jogar com os teus amigos arrancas o steam, aprendemos a ajustar as nossas capacidades e vamos direto para o que é essencial.

Desta forma orientada para um objeto, tende a tornar o acto de navegar na net num de simplesmente obter resultados a curto prazo, o que trás satisfação mas reduz eventualmente as tuas escolhas e conhecimento, vês a noticia mas não sabes o porquê! Claro a repetição cria um hábito inconsciente, tal como ir ao teu restaurante favorito, cria-se a familiaridade e um ciclo que por vezes é dificil de quebrar e que tantas vezes torna-nos aborrecido ou deprimidos com a internet, como se não existisse nada para fazer, em vez de navegar estamos á deriva.

Então onde é que esse fenómeno natural encaixa com os objectivos de alguém que quer ser bem sucedido ou que quer gerir um negocio na Internet?

Bem a base para qualquer negocio é maximizar os lucros e ampliar a esfera de influencia, isso pode ser conseguido através de diversas formas, tanto do lado externo com adquirir tráfego mais interessado nos teus produtos como no lado interno com optimizar conteúdos e paginas para o que os clientes esperam ou desejam, claro com o objectivo de angariar mais clientes/membros/visitantes e fazer mais vendas.

Mas para se conseguir atingir esse objectivo é necessário melhorias incrementais e estratégias diárias, não só um padrão repetitivo, mas saber quando quebrar e experimentar coisas novas, então vêm a questão… Como é possível melhorar consistentemente e incrementalmente desviando de tempos em tempos dos métodos e técnicas que já usamos?

Uma forma é ter olho para a oportunidade, isto é navegar na internet com uma maior consciência, vendo esta pelos olhos da empresa e pelos olhos dos clientes e ativamente ver como outras paginas e negócios podem criar oportunidades, tanto directamente como aliados ou concorrentes ou simplesmente como inspiração ou ideias que podem ser aproveitadas e re-utilizadas pelo teu negocio.

Para isso existem diversas boas ferramentas na internet! Eu vou explicar as que uso, mas como tudo na vida, experimenta e escolhe o que te serve melhor, para algumas coisas e pessoas papel e caneta ainda é a melhor forma de anotar ideias, estas ferramentas são as que eu utilizo para organizar o que vejo para ler mais tarde ou para me inspirar ou dar novas ideias de negocio, marketing, etc

Pocket-Logo
Pocket

Esta web-app basicamente cria copias do conteudo de paginas, com o uso de um bookmark (ou em alternativa podes usar os diversos plugins do pocket) com um só click posso gravar o conteúdo de uma pagina para o pocket, onde posso ler mais tarde com a minha conveniência tanto no site deles como no desktop ou no smartphone. Eu uso para guardar artigos, paginas interessantes ou conteúdos para eu rever mais tarde, normalmente quando acabo de ler decido se é interessante ou posso precisar das referencias eu arquivo, se não acabo por apagar.

Asana-Logo
Asana

O Asana é outra web-app para gerir listas de coisas a fazer (todo lists), eu adoro, porque é simples rápida e estável ao contrario da wunderlist que eu usei durante uns tempos. Que eu utilizo para gerir projectos ou planear projectos, normalmente quando tenho uma ideia eu ponho no simplenote, mas quando quer delinear o que quero e vou fazer eu abro o Asana.

Simplenote-Logo
SimpleNote

É um editor de texto simples com sincronização (para smartphones também), eu gosto porque é simples e prático, cada vez que tenho pedaços de texto ou ideias ou pequenas ações que quero fazer ou pequenos pedaços de código que acho interessante eu atiro tudo para dentro do simplenote.

Firefox-Logo
Firefox + Plugin Scrapbook

Eu acho que o Direfox ainda precisa de um pouco de pés para ser o meu browser favorito (o chromium é infelizmente um browser superior em velocidade e segurança, no entanto eu tenho sempre ambos abertos), mas para plugins nada bate o firefox, e o plugin Scrapbook é fantástico, basicamente ele copia páginas e arquiva, o que é ideal para guardar páginas, gráficos, etc, claro que existem mil e uma formas de fazer isso, mas eu gosto da simplicidade de arquivar uma pagina, o que me dá jeito quando quero ver código mais tarde ou simplesmente para relembrar designs e ideias interessantes (o meu scrapbook começou em 2005 e tem mais de 2000 páginas).

.Txt Documento de Texto
Bem são 2 ficheiros, um de tralha e um de coisas a fazer, esses ficheiros são sempre sincronizados entre todos os computadores e são o que chamaria de post-its, são para adicionar ideias ou coisas para fazer agora ou para pensar e anotar mais tarde, tendem ao contrario do simplenote a ser apagados com frequência (isto é eu abro uma nova nota no simplenote, copio tudo e começo de novo), fazem o mesmo papel que… bem… papel!

Nota: Á quem utilize o Evernote, que substitui tudo menos o firefox+scrapbook, mas eu não gosto do interface deles, é lento e já me perdeu alguns documentos o que para mim matou o serviço.

Com estas ferramentas consegues criar um deposito de informação que te vai ajudar a tomar melhor decisões e a ser mais criativo, se tens gravadas páginas de vendas de competidores, podes comparar e ver as melhores ideias, mesma coisa com publicidade que banners são mais apelativos ou tem mensagens mais interessantes, que forma é que usam para comunicar com os clientes ou quais as estratégias utilizadas.

A ideia que quero que retenham é que é importante ter um sistema enquanto se navega pela net, algo que possam utilizar naturalmente para guardar os pedaços da net que tenham valor para o que fazem, mesmo não tendo um negocio mas gostam de cozinhar, ter o Pocket vai ajudar a guardares todas as tuas receitas favoritas no mesmo sitio, e ter essas facilidades vão sempre ajudar a seres mais consciente e a navegar na internet com um melhor objectivo!

Empreendedorismo em Portugal

Parece-me bem que o atual governo de Portugal queira fomentar novas empresas e empreendedorismo em Portugal o tal “memorando do crescimento”, vem um pouco tarde, mas mais vale tarde que nunca, crescimento é a única maneira de sair de uma crise, apenas peca por serem as mesmas ideias inaptas de sempre, acham que criando programas e descontos se chega lá, programas estes que envolvem sempre mais burocracia e que só mesmo empresas com muito capital e pessoal conseguem aproveitar (ou já nos esquecemos como o QREN é só para alguns), no fundo muitas ideias atiradas ao ar quando o problema é óbvio e a frente do nariz de toda a gente, então vejamos.

Diz-se que os portugueses são pouco empreendedores, que precisamos de mais investimento estrangeiro, que os bancos não emprestam e que precisamos de um banco de fomento (então a Caixa Geral de Depósitos pelos vistos não serve para nada) e mais uma serie de medidas originais ou não, mas sempre vagas em implementação e ainda mais vagas em resultados e perspetivas,  enfim mais um exercício de “wishful thinking”, de criar ideias em que se espera e deseja que possa ter bons resultados, pois muito bem, então que tal um pouco de faz de conta?

Vejamos um novo empreendedor a criar um novo negocio em Portugal!

Vamos tornar isso ainda mais simples e imaginar que este empreendedor já tem clientes suficientes para garantir 5.000 euros por mês de faturação! (otimista e coisa complicada hoje em dia para um novo negócio), vamos ainda simplificar mais e retirar todos os custos fixos (coisas como renda, eletricidade, comunicação, carro, agua, banco/empréstimo, computadores, custo de criar a empresa, etc) ou toda a burocracia que se tem de lidar hoje em dia em Portugal, que sim esta também é um custo! (declarar mensalmente o IVA, marcação dos pontos, pagar seguranças sociais, todas as taxas, todas as multas, etc), ou todos os custos com clientes (custo de aquisição, marketing, etc), e focar puramente  nos impostos em geral para ver a tal viabilidade deste negocio para o empreendedor!

Esta nova empresa vai ter o empreendedor/dono/gerente a receber um salário de 600€ (bruto tem de pagar depois segurança social + IRS), mais 1 empregado a receber salário mínimo 485€ (só paga a segurança social) :

  • Faturação = +5000€/mês
  • Salários (brutos por mês) = -1085€/mês (14 meses)
  • Contabilidade (obrigatória por lei, e por tabela, isto e o mínimo) = -100€/mês
  • Seguro de Acidentes Trabalho (obrigatória por lei, 2 pessoas) = -15€/mês
  • Medicina no Trabalho (obrigatória por lei) = -100€/mês
  • Sistema de Contabilidade Certificado (vamos escolher um gratuito, provavelmente não ia dar mas vamos fingir) = -0€
  • IVA (23%) = -1150€/mês
  • Pagamento Especial por Conta (1% da faturação, mínimo 1000€) = -1000€/ano
  • TSU da Empresa (23,75%) = -258€/mês
  • TSU do Empreendedor (23,53%) = -141€/mês
  • Sobretaxa IRS do Empreendedor (2.35%) = -197€/ano
  • IRS do Empreendedor (7000*14.5%+1400*28.50%) = -1414€/an0
  • IRC (26.5%) = -6311€
  • Lucro da Empresa = 17507€
  • Dividendos (25%) = -4377€
  • Total Liquido que o Empreendedor vai receber num ano! = 4815€ (Salario Liquido Anual) + 13130€ (Dividendos) = 17945€

Resumindo depois de faturar 60.000€, o empreendedor recebe 17.945€ (30%) pelo seu trabalho, e relembro que eu só calculei os impostos, se incluir todos os outros gastos, chegamos todos as mesmas conclusões sobre a viabilidade deste negocio de 60 mil euros, o Estado praticamente retirou 70% deste negocio em impostos diretos e indiretos!!!!!!!!!! por esta altura já questionamos a racionalidade de qualquer empreendedor que queira fazer um negocio em Portugal.

Então, se calhar o problema do Empreendedorismo em Portugal, não é dos Empreendedores mas sim do Estado, dos seus impostos e burocracias , como é possível criar uma empresa quando se passa mais tempo a lidar com o Estado que com os clientes da empresa? Como é possível criar um Plano de Negocio para viabilizar um projeto quando o Estado continuamente muda as regras do jogo, mudando taxas, multas, criando “inovações” fiscais? Como é possível criar um novo negocio quando o Estado retira toda a criação de riqueza? Como é possível ser-se Empreendedor com este Estado e neste estado?

Então e não existe solução? Ah esta existe e é de certa forma simples, olhem para o que se faz lá fora, menos impostos em valor e quantidade e menos burocracia, simplifiquem o fisco, não e preciso faturas para um café, não e preciso apresentar o IVA todos os meses se és uma empresa pequena, multas por pagar a segurança social 1 dia atrasado quando se atrasares 6 meses podes negociar pagar em prestações sem juros e multas, tratem as empresas com respeito, como parceiros e não como futuros incumpridores.

O Estado ganha com empresas grandes não com pequenas, pequenas devem ser vistas como uma forma de empregar pessoas e de possivelmente virem a ser grandes no futuro, o Estado ganha de qualquer maneira, queremos estabilidade legislativa, parem de mexer no código do trabalho, não precisamos de uma reforma do IRC, nem importa os impostos serem altos desde que seja só 1 imposto e não 4 ou 5, os Empreendedores Portugueses não precisam do apoio do Estado, nem precisam do apoio da Banca, precisam é que o Estado tire a mão de cima da economia, que na sua ânsia de legislar, controlar e fiscalizar arrisca-se a perder tudo.

Nota: Aposto que com todo o meu cuidado ainda me esqueci de uma ou outra taxa (subsidio de alimentação e tal) e aposto que os meus cálculos podem não estar inteiramente corretos (muitos dos cálculos contabilísticos podem reduzir certos impostos, posso ter usado taxas erradas ou desatualizadas, podem existir mais deduções, podia aumentar mais o salário do empreendedor por conta dos dividendos, etc), mas isto só mostra a complexidade absurda do sistema fiscal português como também o meu ponto de vista de que este chegou a um limite insustentável que só prejudica as empresas existentes e mais do que isso a criação de novas empresas.

As Cinco Forças de Porter

Antes de tratar de analisar a viabilidade da ideia e do negocio acho que é importante revisitar as 5 forças de Porter, concebido por Michael Porter, é um dos quadros estratégicos mais importantes sobre a competitividade da empresa e a atratividade de um mercado. Por 5 forças queremos basicamente dizer 5 fatores competitivos que são importantes estudar e ter em conta ao desenvolver uma estratégia empresarial eficiente, para precaver contra essas forças mas também para encontrar nelas vantagens competitivas para a empresa.

A analise dessas forças tem de ter sempre em conta que os mercados e as forças estão sempre em constante mutação e como tal, requerem uma constante re-avaliação e analise de forma á empresa ter sempre uma visão completa da atratividade da industria ou mercado que está inserida e a sua capacidade de fazer face a fatores externos que podem limitar a sua capacidade de servir os seus clientes e obter lucro.

Diagrama Comum das 5 Forças de Porter

As 5 Forças de Porter estão divididas em 3 forças horizontais (Produtos Substitutos/Perigo de Rivais/Entrada de Novos Rivais) e 2 forças verticais (Poder Negocial de Clientes/Poder Negocial de Fornecedores):

Rivalidade entre os Concorrentes

A relação entre a empresa e os seus concorrentes e a relação entre os concorrentes é um fator determinante para a competitividade do mercado, os rivais são agentes que tendem a competir agressivamente em relação ao preço, inovação, promoção, tentando ativamente captar clientes uns dos outros, por vezes indo ao ponto de diminuir as próprias margens para adquirir mais quota de mercado.

Neste ponto deve-se ter em conta:

  • Número de concorrentes e repartição de quotas de mercado;
  • Taxa de crescimento da indústria;
  • Diversidade de concorrentes;
  • Complexidade e assimetria informacional;
  • Nível de publicidade;
  • Grau de diferenciação dos produtos;
  • As barreiras à saída .

Exemplo: Uma empresa conhecendo de antemão o mercado e os seus concorrentes pode decidir criar produtos que não são facilmente copiados ou pode decidir não concorrer nesse mercado e dirigir-se para um nicho de mercado especifico de forma a evitar ou sobrepor-se á sua concorrência.

Poder de Negociação dos Clientes

Os clientes dependendo do mercado podem ter maior ou menor capacidade de influenciar uma empresa, exigindo melhores preços ou mais qualidade nos bens e serviços, forçando a mão da empresa e podendo fomentar a concorrência entre diversos concorrentes.

Neste ponto deve-se ter em conta:

  • Análise RFM (economia)
  • Preço da compra total
  • Disponibilidade de informação do comprador em relação ao produto
  • Existência de produtos substitutos
  • Da sua dimensão enquanto clientes
  • Da sua capacidade de integração a montante

Exemplo: Num mercado com muita concorrência, um cliente tem mais escolha e como tal está numa posição de poder fazer maiores exigências, como também uma empresa com um produto exclusivo, desejado e de difícil duplicação pode ditar aos seus clientes o seu preço.

Poder de Negociação dos fornecedores

Os fornecedores de matérias-primas, componentes, serviços podem deter sobre a empresa uma grande fonte de poder, se o fornecedor for único e com uma matéria única, então inevitavelmente detém uma elevada influencia sobre a empresa e os seus produtos, podendo forçar o aumento do preço ou mudança de materiais.

Neste ponto deve-se ter em conta:

  • Grau de diferenciação dos insumos
  • Custo dos factores de produção em relação ao preço de venda do produto
  • Ameaça de transmitir integração dos fornecedores em relação à ameaça de integração por outras empresas
  • Ter somente um fornecedor para a empresa pode ser um ponto fraco, caso o fornecedor venha a falir ou mesmo a elevar os preços de matérias-primas muito maior em relação a concorrência.
  • Ameaça de integração a montante ou a jusante.

Exemplo: Se a empresa detém vários fornecedores para os mesmos produtos, esta pode negociar sempre melhores condições e ter flexibilidade para continuar a produzir mesmo com quebras de fornecedores, mas se o fornecedor for único, existe um risco grande da empresa ficar limitada por causa do seu fornecedor, na Internet isso é comum com produtos que usam API’s de outras empresas, isto é outra empresa é que controla o funcionamento ou não do teu produto.

Ameaça de Entrada de Novos Concorrentes

A pergunta é simples, será que é fácil entrar no nosso mercado? Qualquer barreira, seja legislativa, cultural, localização, custo, patentes, clima, língua, quota de mercado, concorrência, etc. que pode tornar difícil a outra empresa entrar ou fixar-se no mercado torna o mercado menos atraente para entrar e como tal a ameaça de entrada de novos concorrentes é baixa.

Se pelo contrário, o mercado é fácil de entrar (como a Internet), então existe sempre o risco de concorrência acrescida e perda de rentabilidade, não á que esquecer que estas barreiras á entrada são uma vantagem competitiva da empresa já estabelecida.

Neste ponto deve-se ter em conta:

  • A existência de barreiras de entrada (patentes, direitos, etc)
  • Acesso aos canais de distribuição
  • Diferenciação dos produtos
  • Exigências de capital
  • Políticas governamentais
  • Marca
  • Vantagens absolutas de custo
  • Economia de escala
  • Custos de transição

Exemplo: A entrada de uma empresa estrangeira em Portugal implica sempre conhecer a burocracia local, a língua portuguesa e a cultura portuguesa, o que implica que uma empresa local tem sempre essas vantagens em relação a qualquer novo concorrente vindo do estrangeiro, mas se uma empresa estrangeira só quer vender o seu produto em Portugal então é mais fácil, existe uma rede já de distribuidores, usa-se o euro, a linguagem de negócios é o inglês e como tal promover e lançar o produto tem muito menos barreiras a superar.

Ameaça de Produtos Substitutos

Por ultimo é a inovação e a criação de produtos que não são facilmente copiados ou das quais existem alternativas, a existência de bens e serviços que facilmente podem ser substituídos no mercado, deixa a empresa vulnerável e vai sempre limitar os seus lucros, visto que esta vai quase sempre ter de negociar no preço e não no valor intrínseco do produto.

Mais ainda se é facilmente substituído, pode também torna-se obsoleto mais rapidamente e como tal tornar-se um custo acrescido para a empresa, porque não pagou o custo de o criar ou porque vai custar mais a desenvolver um produto novo, também neste ponto a empresa tem de ter atenção a mudanças ou tendência do mercado, visto que um produto pode tornar-se obsoleto por outros produtos que tem pouca ou nenhuma relação mas acabam por saciar o mesmo desejo dos consumidores (por exemplo produtos de luxo).

Neste ponto deve-se ter em conta:

  • Relação preço/rendimento
  • Nível de diferenciação do produto
  • Poder de barganha do comprador
  • Qualidade do produto

Exemplo: Competir no mercado das margarinas tem competição tanto de outras marcas e empresas como também numa serie de outros produtos complementares ou substitutos, logo o produto compete quase sempre no preço e pode ser facilmente substituído por outros. No outro espectro a Apple vende computadores e existem outras marcas, fabricantes e modelos, no entanto ninguém usa o software/design/marca da Apple e como tal os produtos da Apple são de muito mais difícil substituição, e a Apple pode ditar os seus preços.

Por fim deve-se ter em conta que as 5 forças de Porter são acima de tudo uma forma de começar a analisar a posição da empresa/produto no mercado, logo não tanto uma estratégia a seguir, mas mais um ponto de começo para a estratégia da empresa, acima de tudo porque as 5 forças tendem a reduzir o universo, e existem outros fatores tão ou mais influentes como as 5 forças, tais como parcerias (com concorrentes ou empresas que se complementam), governo (burocracia, apoios, legislação, investimentos), o publico (não os clientes, mas o publico em geral, a perceção da marca), etc

O que providencia acima de tudo é de uma versão simplificada de como analisar as forças e posições competitivas da empresa nos mercados que quer atingir e as forças competitivas que regem esses mercados de forma a poder elaborar uma estratégia inteligente para abordar esse mercado.

Marketing de Continuidade

Marketing de Continuidade (em inglês Continuity Marketing), é um método de providenciar serviços e bens aos consumidores através de marketing direto, sendo que esse serviço é renovado continuamente sem um limite de tempo, este tipo de relacionamento só acaba quando o consumidor desistir do serviço.

A ideia simplificada é que um consumidor adquire um produto/serviço (normalmente a um preço inferior ao normal) diretamente do produtor ou distribuidor, no entanto isto não é uma compra é um contracto para fornecer periodicamente novos produtos e serviços (do mesmo tipo ou diferentes tipos), se o cliente não escolheu os produtos individualmente, a empresa pode escolher pelo cliente (normalmente baseado em compras anteriores), esta relação continua até o cliente informar quem o fornece para cancelar o serviço, de certa maneira é parecido com o género de faturação de um fornecedor tradicional de serviços básicos (TV, eletricidade, Internet,agua….) em que é não existe um termo definido para o fim do contracto.

Este género de marketing tornou-se bastante popular com clubes de livros ou clubes de cd’s, hoje em dia é mais comum em fornecedores de produtos frescos (em que pagas uma quantia fixa todos os meses, e em troca eles entregam na tua casa uma caixa de produtos frescos da época), na Internet, com clubes em que recebes t-shirts/laminas de barbear/etc todos os meses, serviços em que podes fazer download de um certo numero de musicas por mês ou no telemóvel em que recebes novos toques ou wallpapers todos os meses.

Não confundir com “Vendor Lock-in” marketing (explicação para outro dia), em que é vendido um produto a um cliente, mas o cliente para usar esse produto só consegue comprando ao fabricante também as “recargas” ou o quer que o produto necessite para fazer a sua ação, comum com as maquinas modernas de café com cápsulas/saquetas.

Como é óbvio, podemos ter produtos interessantes e práticos ou produtos questionáveis e enganadores, mesmo que praticas desonestas são menos comuns hoje em dia (como os toques nos telemóveis), no entanto esta técnica tem na sua essência alguns aspetos negativos, visto que tem uma maior tendência a levar o cliente ao engano, este pode pensar que está a adquirir um produto a um bom preço e não uma espécie de subscrição, e é claro que isto pode criar má publicidade ou pior, criar ressentimento e má relação com os clientes o que pode criar custos tanto na marca como em devoluções e apoio a clientes, por isso é o género de técnica que deve ser usada de uma forma muito clara, simples e honesta de forma a ter os melhores resultados.

3 Conceitos Simples para Sucesso com um Negocio ou Site

Pessoas são quem te faz dinheiro! Eles carregam nos teus anúncios, contratam os teus serviços, compram os teus produtos e ajudam-me a aumentar o teu negocio e a torna-lo rentável. Elas fazem isso de duas maneiras, primeiro, visitando a tua pagina ou fazendo compras, e com esse rendimento tu podes re-investir em ainda mais negocio e rendimentos.

Segundo, indiretamente os teus visitantes são muitas vezes quem promove o teu produto e traz-te novos clientes, os teus visitantes são quem fala e recomenda o teu produto a outras pessoas.

Todas as campanhas de marketing tem um limite tanto de orçamento e tempo e quase nenhuma pode ser mantida permanentemente (até mega empresas fazem intervalos nas suas campanhas para não saturar o mercado), simplesmente não é possível transmitires a tua mensagem a toda a gente no teu nicho de mercado através dos canais tradicionais de publicidade, vais estar sempre limitado.

No entanto onde publicidade não penetra, pessoas conseguem! Se tens uma pagina ou negocio populares, pessoas vão notar e eventualmente criar uma ligação de confiança que fomenta a partilha de informação, em paginas da Internet é quando começas a notar trafico a vir de forums, blogs e redes sociais.

Então o que eu estou a falar é no foco não ser só em vender e no produto mas também em atrair e converter os teus visitantes em fans, esse apelo ao interesse da tua audiência, no mínimo cria um cliente frequente e leal, mas muitas vezes cria um verdadeiro apoiante da tua pagina que recomenda, partilha e atrai mais negocio num género de ciclo vicioso positivo.

Então quais são os 3 conceitos simples a explorar?

  1. Capturar a Atenção – Cria um espetáculo, aproveita tópicos populares, cria ligação com outros negócios ou paginas populares, sê do contra, diferente e original, demonstra integridade, cria o teu estilo, o objetivo aqui é simplesmente atrair o máximo de pessoas possíveis e para isso praticamente tudo funciona (desde que não ponha em causa os outros dois pontos…).
  2. Vende-te – Ok então porque é que alguém devia ir ao teu negocio ou pagina em vez da do teu concorrente? Porque é que deve ler o teu blog? Qual é a tua distinção? Qual é o problema que tu resolves? Tens de ter algum objetivo e servir alguma necessidade, se não consegues, então inventa um problema e resolve esse, o importante aqui é mostrares á tua audiência que existe uma razão para tu existires e que ninguém faz isso melhor que tu.
  3. Apoia quem te Apoia – Com o tempo e se te mantiveres coerente vais criar confiança com a tua audiência, eles vão-te tratar como um amigo que confiam, alguém a quem podem partilhar experiências e sentimentos. Fervorosos apoiantes do teu negocio são de certa forma a tua equipa informal de marketing e como tal também tens uma obrigação de os apoiar, apoia as ideias deles, aceita criticas e promove a partilha de informação, generosidade, integridade e consistência na tua relação com a tua audiência só traz benefícios.

Claro que eu sei que é fácil dizer e outra coisa fazer, e nem sempre as coisas são assim tão simples, mas é importante reter que estes conceitos gerais são um bom ponto de partida para começar a tua relação com os teus clientes e clientes contentes só te vão trazer benefícios a longo prazo.

Publicidade que Funciona: Lenços de Papel no Japão

Se alguma vez visitaste o Japão e especialmente cidades grandes, podes ter notado que existe muita publicidade em pacotes de lenços de papel. Empresas pequenas e grandes contratam agências para distribuir lenços de papel com publicidade, normalmente em cruzamentos com muita gente e muito movimento, alguns só para mulheres ou homens, depende muito do produto ou serviço que se quer promover.

Por volta de 4 biliões de pacotes de lenços de papel são distribuídos todos os anos no Japão. Um questionário feito recentemente a 100.000 consumidores mostrou que 76% aceitam um pacote de lenços de papel e que mais de 50% acabam por ler a publicidade. Em termos apelativos claramente a maioria das pessoas gostam mais de um pacote de lenços de papel que um folheto e são muito mais capazes de manter os lenços por muito mais tempo.

Porque? Porque lenços de papel dão jeito e tem uma utilidade, é a mesma razão porque brindes tem uma maior retenção. Pessoas precisam de lenços de papel durante o dia-a-dia e por isso a sua vida útil e por extensão a vida útil da publicidade é ampliada. Todos os outros géneros de publicidade são muito mais descartáveis e tem pouca ou nenhuma utilidade.

Então o que é que o consumidor vê? Bem para alem dos gráficos e da conversa de publicidade, pode-se pôr muito mais informação especifica e útil que noutros géneros de publicidade que são vistas muitas vezes só de relance, coisas como o logo/marca, números de telefone, paginas na Internet, moradas, aliás em relação a marca (ie branding), muitas empresas lançam pacotes de lenços de papel só com a marca, numa forma geral de criar uma maior consciência ou como uma tática especifica a quando do lançamento de um novo produto ou serviço.

exemplos de lenços de papel com publicidade no Japão

Esta é uma forma simples e pratica de transmitir uma mensagem que pelo seu veiculo (a sua utilidade) tem logo uma maior aceitação por parte do consumidor, quem é que não gosta lenços de papel?, resumindo esta técnica tem 2 pontos fortes: É mais que só publicidade (existe um valor acrescentado com a publicidade, algo que já falei antes, oferecer algo cria um sentimento de reciprocidade) e é persistente (a publicidade tende a ter uma muito maior vida útil, cada vez que se precisar de lenços ou oferecer a alguém, mais exposto ficas ao anuncio).

A ideia aqui é óbvia e simples, não são os lenços (que culturalmente são muito utilizados no Japão, mas em outros países pode ser mais incomum), mas sim ligar uma mensagem a uma coisa que tenha valor e uma vida longa, coisas como oferecer pacotes de pastilhas com publicidade para um filme ou abre caricas com publicidade para uma marca de cerveja.

E na Internet? Bem de certa forma pode-se replicar o mesmo principio, mostrar simplesmente publicidade mesmo altamente relevante tem uma utilidade reduzida, mas que tal oferecer um guia simples de como desenhar um logo para publicitar o teu novo livro sobre criação de gráficos para a Internet ou qualquer outra coisa que seja realmente útil para o recipiente da tua mensagem só vai reforçar a tua mensagem tanto no tempo como no seu valor.

Para concluir, por vezes é preciso pensar um pouco fora do contexto normal quando se quer lançar uma campanha de publicidade não só na própria campanha como no valor que esta trás ao cliente (para alem do facto de descobri ou redescobrir o produto), que um placard, folhetos ou gráficos de publicidade por vezes não são agradáveis e como tal criam resistência nos vossos clientes (quem é que não mudou de canal só porque já estava saturado de publicidade), por vezes é melhor criar um pacote que aumente a vida da publicidade e dê um valor acrescentado ao cliente, essa pode ser uma solução que o teu cliente pode até agradecer.

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