CategoryAnálise

2013 o Ano da Burocracia em Portugal

Primeiro gostava de apontar, que eu queria evitar e vou tentar evitar comentários políticos no Empregado, não porque política não esteja intimamente ligada á economia e criar novos negócios, mas porque o objetivo deste site é ajudar quem quiser criar um negócio e não criticar o ambiente económica e as políticas correntes em Portugal, agora com esta nota fora do caminho, queria falar um pouco de burocracia em Portugal.

Portugal sempre teve um grave problema com burocracia, não é novidade, basta ir a qualquer Repartição das Finanças, Conservatória ou Câmara Municipal, nada se resolve á primeira, tens sempre de preencher mil e uma coisas e pagar taxas por tudo, aliás muitas vezes nada se resolve, mas a minha critica e a força motriz para eu criar este artigo é o actual Governo Português de Passos Coelho (mas sem deixar de notar que este só re-diz o mesmo que governos anteriores de PS e PSD e PP diziam antes), que a culpa nunca é do Governo, a culpa é da conjuntura económica, a culpa é da crise, a culpa é de quem foge aos impostos,que os “portugueses estiveram a viver acima das suas possibilidades” (como se as minha dividas pessoais tem de ser pagas pelo Passos Coelho, mas um Submarino mal comprado agora é minha culpa!), logo a culpa morre solteira.

Mas quando vejo os comentários deste Governo, em particular do Primeiro Ministro Passos Coelho, o Ministro do Estado e Negócios Estrangeiros Paulo Portas, o Ministro da Economia Álvaro Santos Pereira e o Ministro das Finanças Vítor Gaspar, todos a dizerem o mesmo que outros antes deles disseram que Portugal “precisa de crescer”, “que temos de cortar eventualmente impostos”, “que temos demasiada burocracia”, “que o pais não é amigo das empresas”, “queremos ser dos melhores paises para negocios”, etc etc, é o pão nosso de cada dia da Política portuguesa, diz-se o óbvio mas depois não só não se resolve nada (o sistema “Simplex” do Governo do Sócrates, não resolveu nenhum problema burocrático, o que fez foi empurrar a mesma burocracia para a Internet ou criar processos em cima dessa burocracia para saltar partes, isso não retira burocracia, isso só aumenta burocracia! veja-se a empresa na hora!), como pior! neste caso fazem exatamente o contrário do que dizem!

O ano de 2013 é um ano problemático para todos os portugueses, mas se tu tiveres uma empresa ou quiseres criar uma empresa é ainda mais problemático, ao ponto de travar qualquer investimento sério, 80% das empresas portuguesas trabalham para o mercado interno, logo com a situação atual de uma economia em declínio que já entrou numa espiral recessiva (3 anos, um pior que outro sem um vislumbre de qualquer retoma, a meu ver é uma espiral recessiva, quaisquer que sejam os comentários em contrário do Governo), qualquer empresa tem o seu trabalho contado para poder criar alguma coisa com um mercado em queda livre.

O meu problema é que em 2013 foram acrescentadas ainda mais burocracias ás empresas, a obrigatoriedade de marcar o ponto, a obrigatoriedade de lançamento de faturas mensais, novo software e maquinas de faturação, a mudança para duodecimos, e a lista continua, tudo novidades, sem entrar em detalhes em como algumas destas decisões são boas ou más (talvez para um outro artigo), o meu problema é que o governo fala em ser mais eficiente e trabalhar mais, mas tal é ridiculo quando continuam a inventar, sim INVENTAR! novas burocracias! tudo tem custo para empresas e cidadões se não é em dinheiro é em tempo, e depois fala-se em melhorar a eficiência nós não precisamos de cortes de impostos, não interessa o nível de impostos quando ninguém tem dinheiro para os pagar, precisamos é de um corte drástico, brutal, a toda a linha na burocracia, não estou a falar limar arestas, estou a falar de acabar completamente com uma montanha enorme de idiotices.

Chegamos ao ponto que todas as empresas em Portugal passam mais tempo ou tem de ter empregados dedicados só a seguir a toda a burocracia, em vez de produzirem, inovarem ou promoverem, não, estão a confirmar faturas, a picar o ponto, pagar segurança social, a licença para isto o papel para aquilo ou só a pagar coimas por terem esquecido ou feito algo fora do tempo, nas finanças ou na segurança social ou nas câmaras municipais em algum sitio de certeza que esqueceram de algo, já agora 1 dia atrasado a pagar segurança social são quase uns 200 euros (eu vi a conta)! Nada como castigar quem quer pagar, e quem vai á Segurança Social renegociar porque não paga ah meses, pode pagar em prestações suaves sem juros.

Todos os benefícios, ajudas, bonificações (que já são poucas) para criar novas empresas ou empresas atuais entram nessa tempestade burocrática, a maioria das vezes é preferível negociar com um banco os juros de um empréstimo que usar a Linha de Crédito do IAPMEI que está cheia de de burocracias agarradas, sim porque burocracia tem um custo! Não são projetos Inova, Impulso Jovem ou Estimulo 2012 que vão resolver problemas, é como deitar mais areia nas fundações de um edificio, fica bem e dá aquele impulso/estimulo mas só porque mais dinheiro entra no sistema, mais empresas ou mais emprego não resolve o problema, apenas adia.

Infelizmente Portugal no ano de 2013 entrou numa ditadura do fisco, onde tanto cidadãos como empresas têm de conviver com a hyper-burocratização da economia, e o que é que Portugal ganhou com isso? Pouco ou nada, quem estava nas economias paralelas vai continuar a estar, quem estava nas áreas mais cinzentas tem ainda mais motivação e razão para fugir e quem sempre cumpriu e trabalhou para a sua empresa e o seu País é castigado, mesmo que o se paga em coimas, tempo e burocracias poupa-se em impostos! Chegamos a um ponto em que começo a pensar que não vale a pena abrir uma empresa em Portugal, quanto mais e melhor trabalhares maior é mula que tens de carregar!

Então estes são os meus conselhos para os caros concidadãos, empresas e empregados, que devem começar a pensar em alternativas, não estou a falar em “fugir do pais” mas que existem sempre alternativas, talvez despedir aquele empregado pode ter custos agora mas pode valer a pena para o futuro, ou reestruturar o negócio para áreas menos burocráticas, ver se podem fazer uso de estarmos na união europeia e usar serviços fora de Portugal que sejam mais baratos ou eficientes, que devem pensar bem antes de gastar dinheiro, que devem questionar quando uma lei ou uma autoridade se sobrepõem ás suas competências, que estamos numa altura para ser inteligente e flexível, porque também períodos de crise são períodos de oportunidade.

Para os governantes de Portugal, digo que devem repensar o que dizem e o que fazem, que cada vez mais pessoas em Portugal estão conscientes para a vossa clara falta de competência (para não falar em corrupção, peculato, ignorância, etc) para gerir uma economia, o mais cedo possível devem literalmente voltar atrás ás suas leis, apagar elas como se não tivesses existido cortar os códigos em metade, simplificar é a palavra de ordem, especialmente nas que envolvam burocracia na economia, na fiscalidade e na justiça não se esqueçam que quanto mais simplificarem e retirarem burocracia menos gente é precisa, mais flexível e menos pesado fica o Governo, quanto mais simples forem as leis mais facilmente toda a gente cumpre com as nossas obrigações e por fim sentirmos que estamos a cooperar com o Governo e não a sermos perseguidos e investigados pelo nosso próprio Governo se estão tão á rasca de dinheiro, que tal fazerem como qualquer empresa e ir atrás dos maiores devedores e criminosos, como os que criaram os BPN’s, Submarinos, PPP’s etc que gastarem tempo a ir atrás dos 10 cêntimos de IVA do meu café!

E só para justificar a minha opinião:

Em 2012 Portugal acaba de alcançar o primeiro lugar no ranking da burocracia fiscal da zona Euro, com as empresas a precisarem de 275 horas (= 34 dias de trabalho) para arrumar os seus impostos, segundo o estudo “Paying Taxes 2013” do Banco Mundial, IFC e a consultora PwC.

Relatório de Competitividade Global para 2012/2013 – Portugal está no 49º lugar (de 134 países) e temos caído todos os anos, atualmente atrás de países que tem largos problemas de corrupção e burocracia como o Brasil, as principais queixas dos gestores portugueses são a ineficiência e a burocracia das instituições públicas (20,6 por cento das respostas), a rigidez da legislação laboral (19,2 por cento), a instabilidade das políticas seguidas (13,5 por cento) e a carga fiscal (10,3 por cento).

O Execução do Quadro Referência Estratégico Nacional em 2011 foi de 40% e em 2012 foi de 60% (o QREN é o equivalente aos fundos estruturais, dinheiro que a União Europeia deu ao Governo Português para investir, o que quer dizer que em 2011 e 2012 ficou muito dinheiro por gastar que claro retorna para a União Europeia), este enorme desperdício continua porque o QREN era e em certa medida continua a ser um produto altamente burocrático.

A Motivação de um Empreendedor

Eu vou ouvindo de tempos em tempos pessoas a dizer que se queres ser um empreendedor que não deve ser pelo dinheiro, que existem formas mais fáceis de fazer dinheiro, isso na generalidade é verdade, se tiveres um trabalho por conta de outrem é muito mais fácil e estável, no entanto estatisticamente tens muito maiores possibilidades de seres “rico” se tiveres o teu negocio que subindo a escala corporativa, não esquecer que no topo existem muitos poucos lugares!

Eu quando vejo as motivações pode detrás do empreendedorismo, tenho quase sempre em conta 2 fatores: quanto dinheiro e por quanto tempo!

A primeira motivação para começares o teu próprio negocio é o limite salarial. Se trabalhas em vendas ou num escritório, sabes que tens aquele salário, talvez mais 10% ao ano ou bónus, se tiveres sorte, mas não podes esperar muito mais do que isso, não podes esperar grandes riquezas, de certa forma estás a trocar um beneficio financeiro adicional por estabilidade e não existe nada de mal com isso, mas quando tens o teu próprio negocio, tudo cai em ti, mais risco mas também maior beneficio, e claro não existe nenhum limite em quanto podes fazer.

O outro beneficio é o teu futuro a longo prazo/reforma. Trabalhar para outros tem estabilidade mas no dia em que paras de trabalhar, tu torna-te dependente de terceiros (da tua empresa, do estado, dos bancos, das seguradoras) para a tua reforma/sobrevivência (planos de reforma, reforma do estado, etc), o que outra vez, pode ser ideal para muitas pessoas, mas um pouco arriscado para outras, se estás investido num negocio, o teu futuro também esta investido no negocio, isto é, o teu futuro está nas tuas mãos para decidir.

Nota 1: Dizer que se faz dinheiro mais facilmente, é também uma questão de perceção, de quanto tu achas que mereces pelo trabalho que fazes, se adoras o teu trabalho, alguns tipos de negócios fazem dinheiro facilmente mas pouco, etc
Nota 2: E claro que isto tudo não é exclusivo, pode ser um pouco mais complicado, mas podes sempre trabalhar para outra pessoa e teres um negocio a parte ao mesmo tempo, criado a partir de um hobbie ou porque é complementar ao teu trabalho, não existe preto e branco aqui!

Perigo da Publicidade nas Redes Social

Com a oferta publica de ações do facebook, criou-se muita discussão sobre não só o preço inicial da oferta, mas da saída da GM de usar a publicidade do facebook (sendo a General Motors uma das empresas que mais gasta em publicidade no mundo), também mostrou um pouco a vulnerabilidade da maior fonte de rendimentos das redes sociais, a razão foi principalmente porque não estava a resultar como esperado (depois soube-se mais tarde que nem sequer chegaram a correr a publicidade, desistiram a meio do caminho, porque encontraram demasiados problemas para correr uma campanha com sucesso).

Este artigo é mais geral sobre o uso de publicidade em redes sociais, eu utilizo várias redes de publicidade, inclusive os sistemas de publicidade do facebook e do linkedin, mas acho que se pode tirar conclusões similares com todos os outros, tanto dos seus pontos positivos como negativos, quando se deve usar e quando se deve evitar.

Pontos Positivos

  • Ideal para Concursos e Pequenas Promoções
    Tudo o que seja promover coisas que envolvam ação parece ter um melhor resultado com publicidade nas redes sociais, carrega no botão de “like” e podes ganhar isto ou aquilo, tem uma boa conversão, e aumenta a presença da empresa na rede social.
  • Focos e Segmentos de Mercado Detalhados
    As redes sociais já tem os teus dados, as tuas preferências, recomendações, gostos, claro que é fácil conseguirem focar em segmentos muito pequenos e detalhados (coisas como todas as raparigas que gostam de pizza e anime numa cidade).
  • Excelente para Marcas e “Branding”
    Como só se é cobrado quando alguém carrega no link ou visita, é fácil conseguir milhões de impressões sem pagar, claro que quando se quer uma compra ou uma visita, isso é bastante inútil, mas se queres pôr a tua marca no máximo de olhos, esta não é uma má maneira, especialmente se o anuncio for dúbio e não promover uma ação.
  • Promover a tua Página na Rede Social
    Talvez a melhor parte é que promover a vossa pagina na rede social cria um canal que pode ser usado para sempre, com pouco ou nenhum custo para a empresa.

Pontos Negativos

  • Mau para o teu Site
    O foco deste género de publicidade é sempre para se manter dentro da rede social, de promover a pagina da empresa na rede social, o que faz com que muita publicidade na rede é inútil, ninguém vai publicitar um novo iphone mais barato ou um novo serviço, porque ninguém está interessado.
  • Controlo de Custos
    Aqui tenho que admitir quase todas as redes de publicidade (inclusive o Adwords do Google), tem controlos de custos muito folgados e gerais, tipo custo diário ou custo mensal, o que pode gerar com facilidade um descontrolo do orçamento.
  • Motivação das Pessoas nas Redes Sociais
    Os utilizados das redes sociais não estão motivados na generalidade para ir ás compras, eles vão á rede para conversar, ver o que se passa, dar um salto e partilhar umas imagens com os amigos, não para procurar o próximo laptop ou ir experimentar um serviço, e mesmo que carreguem na publicidade e vão ao vosso site, eles tem mais tendência a desistir ou voltar para a rede social e não dar em nada, porque a motivação não está lá.
  • Está Fechado ao Exterior
    Pode ser uma coisa boa, mas na maior parte das vezes não é, e mesmo podendo atingir com muito detalhe as pessoas, as redes tradicionais fazem um melhor trabalho, queres promover o teu novo negocio de venda de cadeiras profissionais, nas redes tradicionais de publicidade existem milhares de sites semelhantes ou complementares e de procuras que podes focar (onde os visitantes já estão interessado no assunto e talvez á procura de uma cadeira nova), na rede social estás preso no que podes escolher.
  • Não Existe uma Métrica Óbvia
    Carregar num botão de “like”, não é o mesmo que uma visita ao site da tua empresa e não é igual a uma compra no teu site, numa rede de publicidade normal, tens maior controlo sobre isso, na rede social não á forma de saber, não existe uma ligação clara do que as pessoas na rede social fazem, especialmente se ficarmos dentro da rede.
  • Pouco controlo no tipo e conteúdo do anuncio
    Obviamente tem-se muito menos controlo dos anúncios, sendo que em algumas redes sociais estamos mesmo presos em formatos muito especificos e pouco flexíveis (um certo tamanho de imagens, e um certo numero de letras, etc).
  • Muito do que se ganha pode ser criado por outros meios
    Pagar 100 euros para 40 “likes” na pagina da empresa na rede social não parece grande negocio, especialmente existindo diversas alternativas que podem criar milhares de “likes” a preços muito mais vantajosos, como por exemplo criando uma facebook app, ou uma app de qualquer tipo, criando conteúdo popular e viral, criando promoções ou descontos disponíveis só na pagina da rede social.

Provavelmente noutra altura faço um artigo mais extenso sobre cada um, mas o que fica a reter é que se deve ver a publicidade nas redes sociais como algo que pode e deve ser usado mas só com objetivos muito específicos e acima de tudo dentro da realidade dessa rede social, e não tanto um equivalente a outras redes mais tradicionais de publicidade.

Aplicações para Telemóveis são um bom Negocio?

Criar aplicações para telemóveis e em geral tudo o que seja focado na nova industria dos “smartphone’s” dá a impressão de ser um sucesso, e em certa medida já é, olhando para o Iphone ou para a progressão da net por redes moveis em países como o Japão e a Coreia. Claro que o aparecimento de milhares de dispositivos moveis (telemoveis, tablets, aparelhos híbridos), com diversos sistemas operativos diferentes parece que o melhor negocio é através de sites otimizados para pequenos ecrãs e telemóveis, no entanto existe um grande foco na criação de aplicações em cada sistema como forma de criar melhores serviços e um maior valor.

Então eu pergunto… Será que criar aplicações para telemoveis é um bom negocio?

Quais são os fatores que devem influenciar essa decisão, são várias plataformas, são diversos operadores, diversos modelos, diversas versões, onde problemas de compatibilidade e coerência são sérios e problemáticos, vamos lá a ver isso:

Qual a Plataforma a Escolher?

Temos a plataforma da Apple (ios), temos a do Google (android), temos a da Amazon (android), temos a da blackberry (blackberry), temos a da microsoft (windows phone), e por ai fora, a escolha da plataforma acaba por ser fundamental para o sucesso da aplicação, todas tem as suas vantagens e desvantagens (talvez para um artigo futuro!), mas claramente a escolha da plataforma é o primeiro passo, especialmente também porque envolve diferentes conhecimentos e aptidões (programar para ios não é o mesmo que o java do android, nem de perto nem de longe).

Qual é o Objetivo da Aplicação?

Parece que as aplicações para telemóveis estão divididas em 3 grandes grupos, aplicações gratuitas com publicidade (muito comum no android do Google), aplicações a pagar (mais comum com o ios da Apple) e aplicações gratuitas para marketing/marca/promocionais.

As aplicações gratuitas com publicidade são um mercado interessante, mas caminha um caminho um pouco dúbio, visto que muitas vezes a publicidade é intrusiva e sobrecarrega o telemóvel (com mais dados, com maior consumo da bateria), como também a publicidade é um negocio de volume e tostões e por isso o género de aplicação tem de ter isso em consideração, se a aplicação necessita de apoio de servidores, pode não ser possível pagar esses servidores com a publicidade.

As aplicações a pagar são o mercado mais difícil de quebrar, mas também é o mercado das aplicações com maior qualidade, pode-se ter a vantagem de receber o dinheiro á cabeça, mas normalmente também envolve depois um maior investimento em suporte aos clientes, também á de notar que fazer pessoas pagarem é mais complicado e depende muito da plataforma (sendo que aqui a Apple é de longe a melhor), aqui as aplicações que acabam por ter mais sucesso são do tipo “Angry Birds” que dão a aplicação gratuitamente mas depois cobram se uma pessoa quiser “desbloquear” para ter acesso a todas as funcionalidades (ou no caso do Angry Birds mais níveis).

Por fim as aplicações gratuitas sem publicidade, aqui estão as aplicações que suportam sites, como as aplicações do facebook e twitter, aplicações de branding como “Robbie Williams App” ou promocionais como o “Super 8”, estas aplicações tem como foco criar um veiculo para as pessoas usarem os produtos ou sites, por isso não existe razão para cobrar, mas podem, dependo do site e das funcionalidades da aplicação, criar um canal totalmente novo para um site/promoção.

Uma Plataforma ou Várias Plataformas?

Então vai-se escolher fazer a aplicação só para Iphone’s ou para todo o tipo de Smartphones? Criar aplicações para múltiplas plataformas é um custo elevado no desenvolvimento, e muitas vezes nem é possível replicar todas as funções em todas as plataformas e como tal deve ser algo que deve ser considerado no desenvolvimento da aplicação.

Ainda mais, por exemplo na plataforma do Android já por si deve ser considerada diversas plataformas diferentes, visto que diferentes versões de Android como diferentes fabricantes de telemóveis, criaram um ecossistema bastante amplo e com isso fragmentado.

Como Promover a Aplicação?

Algumas lojas de aplicações moveis são mais fáceis que outras, claramente aqui a loja da Apple e da Amazon tem uma clara vantagem a promover as aplicações enquanto que normalmente aplicações na Play Store do Google tendem a ficar empilhadas e esquecidas.

Também se a aplicação for de apoio a um site torna-se muito mais fácil promover a aplicação através do próprio site, ou se já tem várias aplicações é mais fácil dirigir o utilizador a novas aplicações que sejam lançadas.

Por fim, o Custo!!!!!!

Como tudo o que seja programação não tem custos fixos, depende de quem desenvolve a aplicação, mas existem alguns pontos a considerar, por exemplo uma aplicação para Ios tende a ser mais cara que para o Android, simplesmente porque existem menos pessoas com capacidades para criarem aplicações para Ios como também o nível de seleção que a Apple faz para uma aplicação poder estar na Loja da Apple é maior, logo tem de ser aplicações bem desenvolvidas.

No entanto como o Android é tão fragmentado se o objetivo é que seja largamente compatível em Android, então o custo poderá ser ainda maior que Ios, também como disse em cima se a aplicação for para marca ou ampliar funcionalidades de um site, então pode-se cortar um pouco nos custos usando o site para correr alguma da funcionalidade, este género de custos tem de ser levados em consideração antes de criar uma aplicação.

Então? Vale a Pena?

Sim e não, acaba por ser tudo uma questão de R.O.I. (return on investment = retorno do investimento), se uma aplicação acrescenta valor a um bem existente, ou é de fácil de promover, ou se a equipa que desenvolve consegue o fazer em pouco tempo e com baixo custo, lançar aplicações de telemóveis são um bom negocio.

Agora criar uma aplicação para telemóveis (mesmo que muito boa), pode cair no esquecimento com facilidade e não ter sucesso, ao contrário de um site ou uma aplicação onde uma pessoa tem total liberdade, nas aplicações moveis existem muitos constrangimentos das plataformas, das lojas de aplicações (uma pessoa tá literalmente dependente delas) e na criação (com diversas linguagens de programação), como tal tem que se ter sempre em conta os custos e as perspetivas de sucesso!

Mas hei, quem não arrisca não petisca hehehe.

© 2019 Empregado na Internet

Por S2RUp ↑