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Apelar ao Medo / FUD

Apelar ao medo é uma técnica utilizada frequentemente em política social e marketing, a intenção é criar suporte a uma ideia através de deceção e propaganda, de forma a criar medo e preconceito em direção a uma coisa ou pessoa. O argumento que sustenta esta premissa tende a ser falso, isto é usa-se falácias para apelar mais á emoção que á lógica, visto que medo é um instinto básico que tende a criar sempre o mesmo género de resposta.

Também advém disso a sigla FUD (Fear, Uncertainty and Doubt = Medo, Incerteza e Duvida), o que normalmente significa alguém espalhar informação negativa (e tendencialmente vaga) sobre alguma coisa, está implícito na sigla que existe uma forma de coerção através de desinformação, o que empurra pessoas a fazerem escolhas emocionais. A origem do nome vêm da industria de material informático, mas hoje em dia é utilizado em diversos sectores, e como podem compreender é extremamente pouco ética.

Alguns exemplos de Apelo ao Medo / FUD:

  • Se continuas a comer assim, vais morrer como o teu avô.
  • Se não cooperas vais perder o teu emprego e viver na pobreza.
  • Votar nele é como votar nos terroristas.
  • Se mentires, nunca mais ninguém vai acreditar em ti.
  • Temos de atacar porque eles tem armas de destruição massiva.
  • Tens que atualizar o sistema já, porque senão ficas aberto a hackers.
  • Os teus concorrentes todos têm o sistema, tens de comprar senão vais falhar.
  • Não uses Linux, porque toda a gente utiliza Windows.

Propriedades Enganadoras / Angel Dusting

Esta é uma daquelas técnicas de marketing de valor questionável, especialmente do ponto de vista moral, mas de qualquer forma é bom saber, “Angel Dusting” não vêm de PCP (uma droga perigosa), mas sim da expressão popular que o pó dos anjos é alto etéreo e impercetível, e é essa a percepção em termos de marketing, “Angel Dusting” é quando uma empresa faz publicidade que o produto tem propriedades benéficas porque inclui isto ou aquilo, o que é verdade, no entanto omite que adiciona esses ingredientes em quantidades tão minúsculas que tem pouco ou nenhum efeito/beneficio para o produto final.

Isto é muito comum, em cosmética, dietética, suplementos, alimentos, onde se vê constantemente produtos com novas “substancias ativas”, que adicionaram óleos de coco ou que as novas adições tem efeitos “calmantes” e “relaxantes”, etc

Claro que por vezes existem razões para os fabricantes seguirem por esses passos, por exemplo: devido a custos (esses ingredientes extras podem ser muito mais caros), feitos secundários (grandes doses desses ingredientes podem ter efeitos secundários nocivos), legislação (onde produtos que tem efeitos no corpo tem de ser alvo de maior experimentação e prescrição) ou requerimentos com as legendas (onde por vezes é necessário listar todos os ingredientes de produtos, mas não as quantidades, onde por exemplo vitaminas têm que se dizer as quantidades, mas omega-3 não é preciso).

Logo mesmo que “Angel Dusting” seja na sua essência legal, continua a ser uma pratica enganadora, porque ao omitir a quantidade e qualidade das adições, deixam o consumidor assumir que o que está a consumir vai realmente ter um efeito benéfico.

Projecta uma Identidade / Altercasting

“Altercasting” é uma técnica de marketing que tem vindo a popularizar-se, pode ser definido como projetar uma identidade numa pessoa, de forma a esta agir de acordo com essa identidade, um exemplo simples: “tu és um tuga logo tens de ter isto” ou “tu és uma pessoa ambiciosa, precisas disto”.

Esta técnica tem como objetivo persuadir uma pessoa a fazer o que se quer, encaixando esta num papel social especifico (quer faça parte desse papel ou não), visto que a maioria das pessoas quando empurradas para um contexto especifico tem tendência a agir de acordo com o que é esperado desse contexto.

Normalmente este género de técnica está dividida em 2 tipos:

  1. Imposto (Manded Altercasting) – Onde se empurra uma pessoa para um papel social que se pretende que a pessoa assuma, exemplo: “uma pessoa inteligente como tu só escolhe esta marca” ou “tu queres ganhar, não é, aqui tens todas as respostas”.
  2. Assumido (Tact Altercasting) – Onde se assume um papel social que tenha relevo para o produto ou para a outra pessoa, exemplo: “eu sou um jogador de futebol por isso sei bem que isto é excelente para ti” ou “como teu amigo só posso recomendar este livro”.

No fundo o “Altercasting” é uma forma de subtilmente fazer uso dos papeis sociais que uma pessoa desempenha ou poderia desempenhar no dia a dia (mulher, mãe, médica, amiga, desportista, etc) e ajustar a resposta habitual para o “feedback” esperado.

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